Um misto de Nirvana + Jimmy Hendrix + Led Zeppelin (ou Sabbath) + letras em italiano. Falei isso pro Alberto. Ele não concordou, mas também não discordou.
Atenção para o "tchacky, tchacky" (1:05)
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Juramento
Pontos luminosos no céu do hoje.
Pânico.
O vulcão, aparentemente inativo, entrou em erupção.
Pânico.
O vulcão, aparentemente inativo, entrou em erupção.
domingo, 26 de julho de 2009
Julho
Carnaval julino sem caipira. Confete festivo, porém, discreto. Cegueira consciente. Morte na entrega. Doença pós-somática.
Samba de quadrilha. Frio sem manta. Calor com manta ― de gordura esquálida. China em ação: o céu explode e o ataque é massivo.
Bom-bar-de-a-da. Doses homeopáticas e cavalares de palavras pingadas no café, roubando a densidade do negro. Branco mais preto dá cinza,mas leite com café dá pardo. E cinza mais verde dá o quê?
Samba de quadrilha. Frio sem manta. Calor com manta ― de gordura esquálida. China em ação: o céu explode e o ataque é massivo.
Bom-bar-de-a-da. Doses homeopáticas e cavalares de palavras pingadas no café, roubando a densidade do negro. Branco mais preto dá cinza,mas leite com café dá pardo. E cinza mais verde dá o quê?
domingo, 14 de junho de 2009
Calo
"Mas onde estavam as palavras, onde estavam aquelas pequenas luxúrias que trouxera comigo? E onde estavam aqueles devaneios e onde estava o meu desejo e o que acontecera com a minha coragem e por que eu ficava sentado rindo tão alto de coisas que não eram engraçadas?
(...)
O quarto estava eloqüente com a sua partida."
(John Fante, Pergunte Ao Pó.)
Desde que ela finalmente partiu, o silêncio ficou eloqüente. As imagens são muitas e o fluxo de informação é contínuo. Sobrou uma enxurrada de sentimentos indizíveis — a catatonia que sucede o estado de choque.
Desde que ela finalmente partiu, levou consigo o último elo que teimava em resistir. Era precisamente a dor que nos conectava. O peso da presença à distância se resumia ao tamanho dos danos trocados.
Era o calo que lembrava. Era o calo que dizia. Era o calo que doía. Era o calo que mantinha.
Sem mais dor, sem mais urros. Sem mais calo. Me calo.
(...)
O quarto estava eloqüente com a sua partida."
(John Fante, Pergunte Ao Pó.)
Desde que ela finalmente partiu, o silêncio ficou eloqüente. As imagens são muitas e o fluxo de informação é contínuo. Sobrou uma enxurrada de sentimentos indizíveis — a catatonia que sucede o estado de choque.
Desde que ela finalmente partiu, levou consigo o último elo que teimava em resistir. Era precisamente a dor que nos conectava. O peso da presença à distância se resumia ao tamanho dos danos trocados.
Era o calo que lembrava. Era o calo que dizia. Era o calo que doía. Era o calo que mantinha.
Sem mais dor, sem mais urros. Sem mais calo. Me calo.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Hamletiando
Protelar com distrações avulsas não é o melhor jeito de resolver.
Vão-se as desculpas e os contra-tempos fabricados. Laços fictícios
se rompem tão logo seu criador resolve cancelar a encenação.
E eis que resta apenas aquela pobre alma errante, desnuda, em frente ao espelho, desafiada pela decisão pré-decidida e óbvia, porém esfíngica.
Então, joga uma pedra que espatifa o refletor, se veste e faz uma ligação. Busca eco na opinião alheia e acaba por convencer o público a apoiá-lo na fuga da própria fuga. Preso em sua teia de conflitos, trai a bravura que já lhe provou prolífica.
E no fim é só medo.
O mesmo medo que condena em todos que o experimentam.
O mesmo medo contra o qual declarara guerra. O tal medo que o feriu antes e segue a ferir, desfechando golpes cada vez mais profundos.
Na verdade, só há uma opção. Todas os outros possíveis nada mais são do que cálices envenenados.
Beware my dear, beware.
Vão-se as desculpas e os contra-tempos fabricados. Laços fictícios
se rompem tão logo seu criador resolve cancelar a encenação.
E eis que resta apenas aquela pobre alma errante, desnuda, em frente ao espelho, desafiada pela decisão pré-decidida e óbvia, porém esfíngica.
Então, joga uma pedra que espatifa o refletor, se veste e faz uma ligação. Busca eco na opinião alheia e acaba por convencer o público a apoiá-lo na fuga da própria fuga. Preso em sua teia de conflitos, trai a bravura que já lhe provou prolífica.
E no fim é só medo.
O mesmo medo que condena em todos que o experimentam.
O mesmo medo contra o qual declarara guerra. O tal medo que o feriu antes e segue a ferir, desfechando golpes cada vez mais profundos.
Na verdade, só há uma opção. Todas os outros possíveis nada mais são do que cálices envenenados.
Beware my dear, beware.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O fio branco
Já tenho um fio branco
De preocupação
De dúvida
De alerta pros anos vindouros.
Um fio condutor
Ainda tímido
Ainda curto
O começo do fim.
Despontando
No emaranhado
Da cabeça
Que abriga reflexões.
Duto da única certeza
A descoloração
A privação da vida
Presságio do nada.
De preocupação
De dúvida
De alerta pros anos vindouros.
Um fio condutor
Ainda tímido
Ainda curto
O começo do fim.
Despontando
No emaranhado
Da cabeça
Que abriga reflexões.
Duto da única certeza
A descoloração
A privação da vida
Presságio do nada.
domingo, 3 de maio de 2009
Googling identities
Nessa de googlar qualquer informação, da diversidade de carreiras e possíveis funções, da facilidade de se deslocar, da era multilicious-be-none-and-everyone, seria interessante desenvolverem uma nova ferramenta de busca. Dentro de tantas identidades que desenvolvemos, fora e dentro da Internet, fica difícil saber qual realmente é a sua. Você é o fulaninho myspace, fulaninho hi5, fulaninho orkut, fulaninho facebook, fulaninho youtube, fulaninho twitter, fulaninho blogspot, fulaninho igreja, fulaninho escola, fulaninho faculdade, ou o fulaninho casa? Com quantos fulaninhos se faz um fulano?
O google ainda não trouxe a resposta. Estou esperando.
Por enquanto, fica a máxima do Wikipedia: “Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade)
O google ainda não trouxe a resposta. Estou esperando.
Por enquanto, fica a máxima do Wikipedia: “Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade)
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