- Você não está indo caminhar não, né?
- Não, por quê?
- Ah, bem! Tão magrinha...Eu sempre vou caminhar e, ainda assim, é uma dificuldade perder peso. Poderia haver uma transferência, não é? Eu te dou uma gordurinha e fico sequinha...
- Nada, você está bem assim!
- Parabéns!
- Pelo quê? Não é meu aniversário hoje...
- Parabéns por ser magra.
- Nossa, obrigada. Parabéns a você por ser simpática.
- Vou lá. Parabéns. Continue assim.
sábado, 27 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Sufoco
Não sinto vontade.
Vontade de sentir.
Não me sinto à vontade.
A vontade de seguir.
Segue o ritmo,
Cego,
De trotes esparsos
No compasso dos passos curtos
E tempos mudos.
Vontade de sentir.
Não me sinto à vontade.
A vontade de seguir.
Segue o ritmo,
Cego,
De trotes esparsos
No compasso dos passos curtos
E tempos mudos.
domingo, 10 de outubro de 2010
Nulidade
Eu sou um acidente
Música incidental
Desastre ambiental
Errante lancinante
Caminho tortuoso
Um plano poroso
Aguardo visitas
Idas e vindas
Na ilha do self
O mundo de um
Que se quer muitos
Que se faz tantos
Mas que é...
Nulo.
Música incidental
Desastre ambiental
Errante lancinante
Caminho tortuoso
Um plano poroso
Aguardo visitas
Idas e vindas
Na ilha do self
O mundo de um
Que se quer muitos
Que se faz tantos
Mas que é...
Nulo.
domingo, 5 de setembro de 2010
Ponto de encontro
Hoje eu percorri todos os pontos do encontro
Salpicada pela chuva
Hoje eu percorri todos os cantos do encanto
Ensopada, pela rua
E lá não te vi
Não mais te senti
Não mais te vivi
Não mais te chorei
Não mais te abracei
E lá não te vi
Não mais te ouvi
E lá você se foi
E um não era dois
Salpicada pela chuva
Hoje eu percorri todos os cantos do encanto
Ensopada, pela rua
E lá não te vi
Não mais te senti
Não mais te vivi
Não mais te chorei
Não mais te abracei
E lá não te vi
Não mais te ouvi
E lá você se foi
E um não era dois
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Falta
Cada pedaço faz falta. Cada gesto. Cada risada. Cada cheiro. Cada som. Cada ronronar. Cada cochilo. Cada abraço. Cada pele. Cada fio de cabelo. Cada mão. Cada respiro. Cada beijo. Cada sim. Cada não.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Citando o bom senso
Uso este espaço, hoje, para transcrever uma das coisas mais sensatas, inspiradas e bonitas que já ouvi.
"Construa relações baseadas no perdão e não na pretensa, na pseudo perfeição. (...) É impossível você desenvolver relacionamentos profundos de afeto, sem ser ferido pelas pessoas da sua afetividade. Porque se você consegue caminhar com alguém em profundidade de afeto verdadeiro mesmo, esse alguém vai ferir você. Porque você não está convivendo com alguém que é perfeito. Você vai chegar no limite desse alguém. Só não vai chegar se ficar na superfície - aí não chega mesmo. Aí você consegue passar 20 anos, numa boa! Mas se você for lá mesmo, fundo, vai chegar no limite. Não é assim nas nossas relações familiares? (...) Não é assim nas nossas amizades mais próximas? E quando você chegar no limite de alguém ou você perdoa ou você descarta. Se você descartar, você caminha rumo à solidão. Aí você vai para um outro relacionamento superficial, quando ele começa a aprofundar e chega num limite onde o perdão é necessário, você sai fora e vai para outro relacionamento superficial. Quem vive pulando de relacionamento superficial em relacionamento superficial, vive na solidão, porque o relacionamento de afeto é um relacionamento em que as verdades do coração aparecem (...) " René
"Construa relações baseadas no perdão e não na pretensa, na pseudo perfeição. (...) É impossível você desenvolver relacionamentos profundos de afeto, sem ser ferido pelas pessoas da sua afetividade. Porque se você consegue caminhar com alguém em profundidade de afeto verdadeiro mesmo, esse alguém vai ferir você. Porque você não está convivendo com alguém que é perfeito. Você vai chegar no limite desse alguém. Só não vai chegar se ficar na superfície - aí não chega mesmo. Aí você consegue passar 20 anos, numa boa! Mas se você for lá mesmo, fundo, vai chegar no limite. Não é assim nas nossas relações familiares? (...) Não é assim nas nossas amizades mais próximas? E quando você chegar no limite de alguém ou você perdoa ou você descarta. Se você descartar, você caminha rumo à solidão. Aí você vai para um outro relacionamento superficial, quando ele começa a aprofundar e chega num limite onde o perdão é necessário, você sai fora e vai para outro relacionamento superficial. Quem vive pulando de relacionamento superficial em relacionamento superficial, vive na solidão, porque o relacionamento de afeto é um relacionamento em que as verdades do coração aparecem (...) " René
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