Protelar com distrações avulsas não é o melhor jeito de resolver.
Vão-se as desculpas e os contra-tempos fabricados. Laços fictícios
se rompem tão logo seu criador resolve cancelar a encenação.
E eis que resta apenas aquela pobre alma errante, desnuda, em frente ao espelho, desafiada pela decisão pré-decidida e óbvia, porém esfíngica.
Então, joga uma pedra que espatifa o refletor, se veste e faz uma ligação. Busca eco na opinião alheia e acaba por convencer o público a apoiá-lo na fuga da própria fuga. Preso em sua teia de conflitos, trai a bravura que já lhe provou prolífica.
E no fim é só medo.
O mesmo medo que condena em todos que o experimentam.
O mesmo medo contra o qual declarara guerra. O tal medo que o feriu antes e segue a ferir, desfechando golpes cada vez mais profundos.
Na verdade, só há uma opção. Todas os outros possíveis nada mais são do que cálices envenenados.
Beware my dear, beware.
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O fio branco
Já tenho um fio branco
De preocupação
De dúvida
De alerta pros anos vindouros.
Um fio condutor
Ainda tímido
Ainda curto
O começo do fim.
Despontando
No emaranhado
Da cabeça
Que abriga reflexões.
Duto da única certeza
A descoloração
A privação da vida
Presságio do nada.
De preocupação
De dúvida
De alerta pros anos vindouros.
Um fio condutor
Ainda tímido
Ainda curto
O começo do fim.
Despontando
No emaranhado
Da cabeça
Que abriga reflexões.
Duto da única certeza
A descoloração
A privação da vida
Presságio do nada.
domingo, 3 de maio de 2009
Googling identities
Nessa de googlar qualquer informação, da diversidade de carreiras e possíveis funções, da facilidade de se deslocar, da era multilicious-be-none-and-everyone, seria interessante desenvolverem uma nova ferramenta de busca. Dentro de tantas identidades que desenvolvemos, fora e dentro da Internet, fica difícil saber qual realmente é a sua. Você é o fulaninho myspace, fulaninho hi5, fulaninho orkut, fulaninho facebook, fulaninho youtube, fulaninho twitter, fulaninho blogspot, fulaninho igreja, fulaninho escola, fulaninho faculdade, ou o fulaninho casa? Com quantos fulaninhos se faz um fulano?
O google ainda não trouxe a resposta. Estou esperando.
Por enquanto, fica a máxima do Wikipedia: “Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade)
O google ainda não trouxe a resposta. Estou esperando.
Por enquanto, fica a máxima do Wikipedia: “Identidade é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Meds
Tinha ouvido a nova do Placebo, "Battle For The Sun" há um tempo atrás e não tinha gostado. Só que ontem resolvi ouvir de novo e adorei. Rolou uma nostalgia placebística. Vi o novo vídeo. Brian voltou a ser drag queen. Uh.
Passei a tarde fazendo essa versão meiga de "Meds" e lembrei como a música pode ser a melhor companheira da vida.
A letra deve estar errada, mas...
Foi tudo gravado com violão--até o que parece guitarra! Viva o Amplitube!
Did you forget to take your meds?
MEDS-ed.mp3 - Lenina Z-
Passei a tarde fazendo essa versão meiga de "Meds" e lembrei como a música pode ser a melhor companheira da vida.
A letra deve estar errada, mas...
Foi tudo gravado com violão--até o que parece guitarra! Viva o Amplitube!
Did you forget to take your meds?
MEDS-ed.mp3 - Lenina Z-
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Um dia de cada vez
O melhor plano de vida é viver um dia de cada vez.
Entendi que viajar é tão especial porque todos estão ali com o objetivo de ter um bom momento e esquecer coisas desagradáveis. A concentração de energia positiva é imensa. Todo mundo quer ficar bem e não tem como ser diferente.
Viva Aldeia Velha!
Entendi que viajar é tão especial porque todos estão ali com o objetivo de ter um bom momento e esquecer coisas desagradáveis. A concentração de energia positiva é imensa. Todo mundo quer ficar bem e não tem como ser diferente.
Viva Aldeia Velha!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Lost
Sim...me rendi ao seriado “Lost”. Quis entender o que motivava tantas pessoas a assistirem este programa.
Ainda estou na primeira temporada e vi até o décimo episódio. Não vou dizer que é a melhor coisa que já vi nos últimos tempos, mas de alguma forma me tocou.
Me parece que Lost é uma paródia da vida. Estamos todos nesta grande ilha flutuando no espaço, nessa bola de massa gigante a qual chamamos Terra. Não sabemos onde estamos—estamos cercados de mistério. Temos diferentes raças, culturas, línguas, mas estamos no mesmo barco que naufragou há bilhões de anos atrás com o Big Bang. Todos caímos aqui, passamos pelos mesmos problemas e temos as mesmas necessidades sob diferentes roupagens. Todos precisamos liderar e ser liderados em algum momento. E todos estamos perdidos. Não sabemos de nada, mas o objetivo final sempre se limita à sobrevivência.
A patricinha, o criminoso, o gordo desajeitado, a grávida, a criança, o negro, o oriental, o drogado, o médico, o egoísta, o rostinho bonito, o velho, o medroso, o conformado,o corajoso, o artista, o terrorista, o otimista, o paraplégico, o sábio,o depressivo, o cachorro (que foi convidado à existência social doméstica humana), o salvador, o traidor—todos precisam de água, comida, sono, esperança, ocupação.
Alguns estão esperando ser resgatados, estão esperando pela salvação. Jesus, Buda, sei lá...
Outros, estão conscientes da ilusão que a espera envolve, mas ainda assim insistem.
A gente sabe onde está? O que vai acontecer amanhã?
Esta é a história da existência humana... We’re..... LOST!
Ainda estou na primeira temporada e vi até o décimo episódio. Não vou dizer que é a melhor coisa que já vi nos últimos tempos, mas de alguma forma me tocou.
Me parece que Lost é uma paródia da vida. Estamos todos nesta grande ilha flutuando no espaço, nessa bola de massa gigante a qual chamamos Terra. Não sabemos onde estamos—estamos cercados de mistério. Temos diferentes raças, culturas, línguas, mas estamos no mesmo barco que naufragou há bilhões de anos atrás com o Big Bang. Todos caímos aqui, passamos pelos mesmos problemas e temos as mesmas necessidades sob diferentes roupagens. Todos precisamos liderar e ser liderados em algum momento. E todos estamos perdidos. Não sabemos de nada, mas o objetivo final sempre se limita à sobrevivência.
A patricinha, o criminoso, o gordo desajeitado, a grávida, a criança, o negro, o oriental, o drogado, o médico, o egoísta, o rostinho bonito, o velho, o medroso, o conformado,o corajoso, o artista, o terrorista, o otimista, o paraplégico, o sábio,o depressivo, o cachorro (que foi convidado à existência social doméstica humana), o salvador, o traidor—todos precisam de água, comida, sono, esperança, ocupação.
Alguns estão esperando ser resgatados, estão esperando pela salvação. Jesus, Buda, sei lá...
Outros, estão conscientes da ilusão que a espera envolve, mas ainda assim insistem.
A gente sabe onde está? O que vai acontecer amanhã?
Esta é a história da existência humana... We’re..... LOST!
domingo, 29 de março de 2009
Please
"Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad" (The Smiths)
No jogo da tentativa e acerto, há mais erros e portas na cara do que o contrário. Após nãos sucessivos, optei pela flexibilização. Tolerância all the way. Ainda assim, acertos não são meus amigos. Estranho...
Então, como muitos losers de plantão, faço das palavras de Morrissey as minhas.
See, the life I've had
Can make a good man bad" (The Smiths)
No jogo da tentativa e acerto, há mais erros e portas na cara do que o contrário. Após nãos sucessivos, optei pela flexibilização. Tolerância all the way. Ainda assim, acertos não são meus amigos. Estranho...
Então, como muitos losers de plantão, faço das palavras de Morrissey as minhas.
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